AMANHÃ, QUANDO EU MORRER
Amanhã, quando eu morrer, vou enganar o mundo num
aceno vago, despedida falsa.
Quando eu te disse “eu te amo”, nessas palavras te
entreguei meu coração.
Quando eu te pedi “por favor”, nesse momento te
alcancei minha esperança.
Quando eu te disse “obrigado”, ali te dei minha
gratidão.
Quando eu te roguei “vem comigo”, contigo reparti
meu medo.
Quando eu te convidei “fica comigo”, contigo dividi
minha solidão.
Quando eu te disse “meu amigo”, trocamos lealdade e
amizade.
Eu não vou partir, pois já me reparti com vocês,
assim como não vou sozinho, vou com todos vocês.
Amanhã, quando eu morrer, vou continuar vivendo em
vocês, e vocês vão morrer um pouco em mim.
(Danilo Kuhn - Crônicas afônicas, 2014, p. 104)

Salve mestre Danilo Kuhn este é o mundo da música e da arte. Surpreendendo sempre com suas crônicas.
ResponderExcluirGrato, produtor! Seguimos! Grande abraço.
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