quinta-feira, 30 de julho de 2020

De relógios e abraços - O livro dos espelhos (2011)

DE RELÓGIOS E ABRAÇOS

 
Ser pleno. Pôr-se brilho no olhar.
Espontaneidade num sorriso bobo.
Alguns excessos impensados, impulsos.
 
Imaturo o gesto, mas saudoso.
Enlace minúsculo perante as ausências?
Quem pode mensurar a temporalidade do abraço?
 
O relógio não é uma invenção da alma!
Em seus ponteiros, poucos segundos;
mas após dias e dias, continuo te abraçando...
 
Algumas presenças não se ausentam,
apenas prenunciam o próximo encontro.
 
Algumas presenças são um presente,
mesmo enquanto ausentes.
 
Agora mesmo, estou conversando contigo
através da caneta e do papel.
 
(Danilo Kuhn - O Livro Dos Espelhos, 2011, p. 51)

 


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