VAIDADE
Nada do que faço faz sentido oposto a mim,
é crime ou contravenção eu me contrariar.
É claro que meus planos também incluem outras pessoas
ao meu redor, pois eu sou o centro.
A minha imagem no espelho,
pálida, olhos vermelhos,
são armadilhas pra me enganar.
Eu sei que sou feliz de fato,
sou egoísta e assim me basto,
não há motivos nem ninguém pra chorar.
Se às vezes me apanho em solidão é por vaidade,
pois, más companhias, eu tenho a mim mesmo.
Soberba eu não suporto, é virtude que é só minha,
e quanto ao amor, é só ilusão.
A minha imagem no espelho,
pálida, olhos vermelhos,
são armadilhas pra me enganar.
Eu sei que sou feliz de fato,
sou egoísta e assim me basto,
não há motivos nem ninguém pra chorar.
(Danilo Kuhn - O Livro Dos Espelhos, 2011, p. 33)

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